Os participantes do Diálogos de Convergência, que debateram os rumos do microcrédito no Rio Grande do Sul, na terça (4) e quarta-feira (5) na Assembléia Legislativa, irão ao governo do Estado pedir a liberação de recursos para as dez Instituições Comunitárias de Crédito (ICCs). A lei, sancionada em 2001, foi criada para estimular o crescimento das micro e pequenas empresas. No entanto, o montante previsto de R$ 1,2 milhão ainda não foi repassado às instituições. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5) pelo presidente da Federação Gaúcha de Microcrédito (FGM), Henrique Schuster. “Vamos pedir à governadora Yeda Crusius a liberação desses recursos às instituições que estão em dificuldades, pois entendemos que o microcrédito deve ser tratado como política pública de desenvolvimento econômico”, afirmou. A expectativa de Schuster é de que o documento com as reivindicações das ICCs seja concluído nos próximos 15 dias. Antes de encaminhá-lo ao Piratini, uma cópia será entregue ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), idealizador do Programa Sociedade Convergente. “Como o presidente deu a oportunidade para que discutíssemos o futuro das instituições de crédito no RS, iremos pedir que ele intermedeie esse encontro com a governadora, pois trata-se de uma pauta política de interesse do Estado”, disse. A idéia é também marcar uma audiência com o secretário da Justiça e Desenvolvimento Social, Fernando Schüller, que construiu a lei das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCPIS), aprovada no ano passado no Parlamento gaúcho. No Brasil existem 257 OSCIPs registradas no Ministério da Justiça como operadoras de microcrédito, sendo dez no Rio Grande do Sul. Essas instituições constituem um importante canal de acesso ao crédito para pessoas que não conseguem obter empréstimos pelos canais formais. Dessa forma, representam um forte estímulo de apoio às iniciativas empreendedoras da população de baixa renda, podendo transformar a realidade de famílias e comunidades em todo o país.
De acordo com dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), há o cálculo de que 70% dos trabalhadores brasileiros estejam, atualmente, sem acesso a qualquer serviço financeiro.
Por Roberta Amaral - MTB 1001 Agência de Notícias 18:41 - 05/11/2008 Edição: Rejane Silva MTB 6302 Foto: Marcelo Bertani / Ag AL
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